Eu e os meus botões



Somos feitos de amor. Recheados de cargas energéticas que rondam e internam nosso ser. Somos pessoas capazes de fazer coisas incríveis. Capazes de tirar algo positivo de cada experiência negativa. Cada um de nós têm os seus botões... Os botões são sentimentos reguladores das nossas emoções negativas mais intensas, o medo, a tristeza, o ciúme, a raiva, entre outros.

Bom, se está achando que vou citar uma fórmula mágica para saber como controlar esses sentimentos... Eu não vou. Na verdade, nem posso, até porque essa fórmula não existe. Mas a resposta, se é que posso chamar dessa forma, para controlar os sentimentos negativos, está justamente em perder o controle. Calma. Quando digo isso, não me refiro a sair fazendo loucuras. Não. Refiro-me, a saber, agir ao invés de reagir, afinal, não se tem controle sobre nada. Perder o controle no sentido do “perder-se para encontrar-se”... De saber observar e devolver algo negativo, de forma positiva.



Na maioria das vezes, vai ser mais fácil ser negativo -em ações repentinas- do que positivo. Isso porque, quando estamos com os nervos à flor da pele, não pensamos direito no que fazemos ou dizemos. Queremos, apenas, externar. Só que externar algo ruim é repassar ao meio algo que não é bom, que não faz bem. 

Quando transformamos a energia negativa que recebemos, de forma inteligente, em energia positiva, estamos sendo naturais. Porque é da nossa natureza ser do bem. Como disse, anteriormente, somos feitos de amor. Então, não existe motivo para julgar uns aos outros. Para apontar o dedo e dizer qual o certo a se fazer. Onde o "normal" e "anormal", “certo” ou “errado” são conceitos relativos, determinar algo, pode parecer meio maniqueísta. Somos diferentes, pensamos diferentes e temos que ser mente aberta o suficiente para aceitar nossa ignorância e assim, entender o outro, procurando melhorar, sempre.

Constantemente, buscamos apoio de alguém, seja para qualquer coisa. Isso acontece porque, às vezes, nem nós acreditamos no que estamos dizendo, e precisamos que alguém nos confirme para que aquilo seja algo, realmente, pertinente. Temos medo de errar, medo de arriscar e por isso deixamos de agarrar oportunidades que a vida nos oferece diariamente. Está certo que, nem sempre, tudo é um mar de rosas, uma alegria sem fim, ou até mesmo uma "bananinha". Porém, possa ser que seja bem mais que isso. E só quem é ousado o suficiente para arriscar-se, vai descobrir. 

Viver é não ter medo de errar. É não esperar a vida. É fazer acontecer, procurando ser bondoso sempre, consigo mesmo e com outro. Porque a vida não para, então, quem é você que espera sentado no ponto?