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A vida é uma só, você é um e as oportunidades são inéditas. Tô falando exatamente isso: se joga! Às vezes, deixa-se de fazer muitas coisas, por inúmeros motivos. Chega a ser subjetivo, falar em oportunidades, ou falar sobre escolhas. Porque cada escolha que tomamos, diariamente, são as principais responsáveis para definição de quem somos. Para a definição do modo como pensamos e agimos. Então, deixa estar. Deixa. Se alguém te faz muito feliz, te faz bem, e você sente que pode fazê-lo/fazê-la feliz também... Deixa. Tenta. Arrisca. Petisca. E aproveita. Pensar demais nunca vai ser a melhor solução. 

 
E isso não significa "ser imprudente", mas ser intuitivo. Porque no fundo, bem no fundo, você sabe a resposta imediata para corresponder ou não àquela sua vontade, ou de alguém. Então, mergulha com tudo! Pula te cabeça. Mas, coloca a mão na frente. Nunca se sabe onde está caindo... Entretanto, tenha consciência de que cairemos o tempo todo; afinal, somos programados pra cair. Mas, de qualquer modo, ser cuidadoso na queda, ameniza danos possíveis para quem vive... Por isso, afirmo que é possível mergulhar, sem ser imprudente. Mas, também, se for, recupere-se. Não deixe que a causa da morte seja mergulho profundo em pessoas rasas. Nesse caso, faça utilidade das suas peculiaridades racionais; esqueça um pouco o sentimentalismo. Sei que não é fácil deixar de lado a emotividade... Quem sou eu pra falar de sentimentos, quem é mais sentimental que eu? 


"Me apaixono da mesma forma que desapaixono. De repente e intensamente." (autor desconhecido). Muitas pessoas julgam esse tipo de comportamento. —Mas convenhamos, o que as pessoas não julgam, hoje em dia? Elas julgam porque, ultimamente, diz-se fácil um "eu te adoro"; um "meu amor"... Porque as pessoas estão cada vez mais apressadas em viver e não esconder "o quanto gosta de você". E quem se expõe dessa forma, dá a cara à tapa, pra uma parcela da sociedade que julga inclusive o que você está pensando agora. Agora veja, se vale a pena limitar-se e criar barreiras para si... Quando você não se permite, você se priva de viver. E diante de toda essa instabilidade vital, de tanta coisa que vêm acontecendo, "privar-se" torna-se sinônimo de "aprisionar-se". Um "fechar-se" para o mundo e fazer valer a frase de que a nossa "geração é individualista, acomodada e egoísta". 


 

Somos mais que isso.

 Somos o mar batendo forte nas pedras em um fim de tarde. Somos a alegria e prazer de estar em paz. Somos aceitação do amor e da vida de cada um, como sua. Somos parte pelo todo de uma gente que quebra paradigmas, vive intensamente e se arrisca sem medo de levantar... Porque sabem que vão cair. Mas "cair" não é suficiente para fazê-los ficar na zona de conforto. Porque a gente quer aproveitar, porque a gente quer viajar, comer, rezar e amar. Porque a gente quer levantar. Pois, indubitavelmente, sabemos que quem sete vezes cai, levanta oito.